Homenagem


Vivi para ver isso


Madonna frequentemente elogiou Michael Jackson, chamando-o de “rei” e um dos maiores talentos do mundo, destacando sua humanidade e infância conturbada. Em 2009, fez um discurso emocionante, admitindo tê-lo “abandonado” ao perder contato. Ela também revelou em 2016 que os dois se beijaram e tiveram um breve envolvimento, descrevendo-o como tímido, mas cúmplice. 

  • Discurso no VMA 2009: Logo após a morte de Jackson, Madonna relembrou um jantar de 1991 onde tentou fazê-lo se soltar, descrevendo-o como um ser humano único, buscando amizade e não romance.
  • Defesa e Admiração: Madonna defendeu Jackson de acusações de abuso, expressando confiança em sua índole. Ela também o homenageou em aniversários, afirmando que “nunca haverá outro como você”.
  • O “Beijo”: No quadro Carpool Karaoke em 2016, Madonna confirmou que deu o primeiro passo em um beijo entre os dois, chamando-o de “cúmplice voluntário” que precisava de ajuda para relaxar.
  • Sentimento de Culpa: Em 2009, ela expressou arrependimento por não ter mantido contato próximo, sentindo que a mídia o perseguiu injustamente.

Madonna descreveu Michael como alguém que foi “criado sob a lupa do mundo” e que, por nunca ter tido uma infância verdadeira, tornou-se obcecado por ela, destacando sua “alma bondosa”. 


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Empobrecimento


Uma nova forma de empobrecimento

Um fantasma ronda o ser humano: a diminuição do vocabulário

Renato De Faria

Filósofo. Doutor em educação e mestre em Ética. Professor.

02/03/2026 09:37

Jovens com olhar fixo no celular: um fantasma ronda o ser humano: a diminuição do vocabuláriocrédito: imagem gerada por inteligência artificial/acervo Estado de Minas

Somos atravessados pela linguagem. Ao nascer, o corpo natural chora ao se deparar com o mundo. Desde então, a emissão de sons se transforma em palavras, que são interpretadas – bem ou mal – pelos outros que convivem conosco. Nos comunicamos por essa sonorização que, entendida – ou desentendida –, vai formando um universo no qual nos orientamos em nosso estar-no-mundo. Todas as espécies se comunicam, mas nenhuma delas o faz do jeito humano: pela linguagem simbólica.

Conceitos são palavras. Palavras são sons. Sons são impulsos que convencionamos usar para nomear coisas, pessoas e sentimentos. Durante muito tempo, acreditou-se que os nomes eram universais, entidades incorpóreas que descreviam, de forma fiel, a essência das coisas. Por exemplo, a palavra “mesa” definia a essência daquele objeto que utilizamos para apoiar pratos e cadernos. Porém, com a filosofia contemporânea, sabemos que os conceitos são invenções, instrumentos da criação humana, uma convenção social. Poderíamos ter escolhido qualquer outro som para definir quaisquer outros objetos.

Há uma questão filosófica de primeira grandeza por trás dessa reflexão: existem mais coisas ou palavras no mundo? Como toda pergunta, ela luta contra a ansiedade da resposta. Por isso, não tente respondê-la de imediato. As grandes perguntas nascem com o objetivo de fazer pensar e, muitas vezes, respondemos para tentar aliviar a angústia inerente a todo questionamento. É preciso se deliciar com a reflexão, pois, enquanto fazemos isso, pensamos, e realizamos esse ato por meio das palavras.

Se a linguagem é responsável por enriquecer nosso universo, nos acomodando e nos incomodando, ela também pode ser uma boa referência para seu oposto: o empobrecimento humano. Não por culpa dela, claro, mas por responsabilidade dos seres falantes, que esquecem seu caráter humanizador.

Estudos recentes indicam que a chamada geração Z vive um colapso de vocabulário. Cerca de 40% dos jovens estão perdendo habilidades fundamentais de fluência comunicativa, como a competência de interpretar textos longos ou sustentar diálogos com sequência lógica, conforme nos aponta o neurocientista Michel Desmurget, autor do livro “A Fábrica de Cretinos Digitais”.

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Ao contrário do que muitos pensam, esse dado não aponta apenas para um declínio cognitivo, impactando somente a vida escolar. O abandono das palavras traça um horizonte bem mais perigoso: uma lenta renúncia ao universo humano. Quando desistimos da linguagem, abandonamos nós mesmos em um deserto árido, uma paisagem de escassez distópica, semelhante àquelas dos filmes que retratam o fim do mundo. Vemos coisas, destroços, escombros e não conseguimos nomeá-los, daí o sentimento de que estamos perdidos. E pior, ainda podem surgir alguns zumbis, tentando se alimentar de nosso cérebro.

É por isso que vivemos uma nova forma de empobrecimento: a pobreza linguística. Incentivados por dispositivos e aplicativos de criação de textos e imagens, vamos abdicando lentamente daquilo que nos humanizou e entregando aos algoritmos não apenas a liberdade de escolha, mas a criatividade do falar, a importância do dizer e a beleza de se expressar.

inteligência artificial ocupa, nesse cenário, um lugar ambíguo. Ela é, ao mesmo tempo, fruto sofisticado da linguagem humana e possível catalisadora de seu empobrecimento. Alimentada por bilhões de palavras, aprende padrões, imita estilos, recompõe sentidos. Contudo, ao oferecer respostas prontas, sínteses automáticas e textos instantâneos, pode induzir à terceirização do esforço expressivo. Se antes a dificuldade de formular uma frase exigia silêncio e reflexão, agora basta um comando. Deslocamos para a máquina um exercício formativo do espírito.

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Cada frase construída exige seleção, hierarquização, renúncia e invenção. Ao delegarmos sistematicamente essa tarefa, enfraquecemos a musculatura simbólica que sustenta nossa vida comum. A linguagem deixa de ser morada e fica reduzida a um serviço. O vocabulário se estreita, as imagens se repetem, os argumentos se simplificam. Pouco a pouco, o mundo também se apequena, pois só enxergamos com nitidez aquilo que sabemos nomear

A linguagem não é apenas instrumento; ela é a possibilidade do próprio humano. Martin Heidegger a define como “casa do ser”. Se a habitamos de modo apressado, superficial ou delegado, nossa morada se empobrece.

Por isso não podemos esquecer de que o uso das palavras – para o bem ou para o mal, da diplomacia à poesia – sempre decidiu o futuro da humanidade.


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Obra e Autor


Aprecie a obra, divulgue a boa arte, o belo, o inspirado e inspirador, mas respeite o artista, sua vida e sua pessoa… sua privacidade. Ainda, sobre o artista, devemos honrar sua obra, bem como a do pedreiro, engenheiro, jardineiro, etc, sendo que suas vidas particulares não nos dizem respeito. Só existem Artistas e Obras.


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