Empobrecimento


Uma nova forma de empobrecimento

Um fantasma ronda o ser humano: a diminuição do vocabulário

Renato De Faria

Filósofo. Doutor em educação e mestre em Ética. Professor.

02/03/2026 09:37

Jovens com olhar fixo no celular: um fantasma ronda o ser humano: a diminuição do vocabuláriocrédito: imagem gerada por inteligência artificial/acervo Estado de Minas

Somos atravessados pela linguagem. Ao nascer, o corpo natural chora ao se deparar com o mundo. Desde então, a emissão de sons se transforma em palavras, que são interpretadas – bem ou mal – pelos outros que convivem conosco. Nos comunicamos por essa sonorização que, entendida – ou desentendida –, vai formando um universo no qual nos orientamos em nosso estar-no-mundo. Todas as espécies se comunicam, mas nenhuma delas o faz do jeito humano: pela linguagem simbólica.

Conceitos são palavras. Palavras são sons. Sons são impulsos que convencionamos usar para nomear coisas, pessoas e sentimentos. Durante muito tempo, acreditou-se que os nomes eram universais, entidades incorpóreas que descreviam, de forma fiel, a essência das coisas. Por exemplo, a palavra “mesa” definia a essência daquele objeto que utilizamos para apoiar pratos e cadernos. Porém, com a filosofia contemporânea, sabemos que os conceitos são invenções, instrumentos da criação humana, uma convenção social. Poderíamos ter escolhido qualquer outro som para definir quaisquer outros objetos.

Há uma questão filosófica de primeira grandeza por trás dessa reflexão: existem mais coisas ou palavras no mundo? Como toda pergunta, ela luta contra a ansiedade da resposta. Por isso, não tente respondê-la de imediato. As grandes perguntas nascem com o objetivo de fazer pensar e, muitas vezes, respondemos para tentar aliviar a angústia inerente a todo questionamento. É preciso se deliciar com a reflexão, pois, enquanto fazemos isso, pensamos, e realizamos esse ato por meio das palavras.

Se a linguagem é responsável por enriquecer nosso universo, nos acomodando e nos incomodando, ela também pode ser uma boa referência para seu oposto: o empobrecimento humano. Não por culpa dela, claro, mas por responsabilidade dos seres falantes, que esquecem seu caráter humanizador.

Estudos recentes indicam que a chamada geração Z vive um colapso de vocabulário. Cerca de 40% dos jovens estão perdendo habilidades fundamentais de fluência comunicativa, como a competência de interpretar textos longos ou sustentar diálogos com sequência lógica, conforme nos aponta o neurocientista Michel Desmurget, autor do livro “A Fábrica de Cretinos Digitais”.

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Ao contrário do que muitos pensam, esse dado não aponta apenas para um declínio cognitivo, impactando somente a vida escolar. O abandono das palavras traça um horizonte bem mais perigoso: uma lenta renúncia ao universo humano. Quando desistimos da linguagem, abandonamos nós mesmos em um deserto árido, uma paisagem de escassez distópica, semelhante àquelas dos filmes que retratam o fim do mundo. Vemos coisas, destroços, escombros e não conseguimos nomeá-los, daí o sentimento de que estamos perdidos. E pior, ainda podem surgir alguns zumbis, tentando se alimentar de nosso cérebro.

É por isso que vivemos uma nova forma de empobrecimento: a pobreza linguística. Incentivados por dispositivos e aplicativos de criação de textos e imagens, vamos abdicando lentamente daquilo que nos humanizou e entregando aos algoritmos não apenas a liberdade de escolha, mas a criatividade do falar, a importância do dizer e a beleza de se expressar.

inteligência artificial ocupa, nesse cenário, um lugar ambíguo. Ela é, ao mesmo tempo, fruto sofisticado da linguagem humana e possível catalisadora de seu empobrecimento. Alimentada por bilhões de palavras, aprende padrões, imita estilos, recompõe sentidos. Contudo, ao oferecer respostas prontas, sínteses automáticas e textos instantâneos, pode induzir à terceirização do esforço expressivo. Se antes a dificuldade de formular uma frase exigia silêncio e reflexão, agora basta um comando. Deslocamos para a máquina um exercício formativo do espírito.

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Cada frase construída exige seleção, hierarquização, renúncia e invenção. Ao delegarmos sistematicamente essa tarefa, enfraquecemos a musculatura simbólica que sustenta nossa vida comum. A linguagem deixa de ser morada e fica reduzida a um serviço. O vocabulário se estreita, as imagens se repetem, os argumentos se simplificam. Pouco a pouco, o mundo também se apequena, pois só enxergamos com nitidez aquilo que sabemos nomear

A linguagem não é apenas instrumento; ela é a possibilidade do próprio humano. Martin Heidegger a define como “casa do ser”. Se a habitamos de modo apressado, superficial ou delegado, nossa morada se empobrece.

Por isso não podemos esquecer de que o uso das palavras – para o bem ou para o mal, da diplomacia à poesia – sempre decidiu o futuro da humanidade.


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Flor de Cerejeira


A flor de cerejeira (sakura) possui um significado espiritual profundo, especialmente na cultura japonesa, representando a efemeridade da vida, a renovação e a esperança. Ela é frequentemente associada ao ciclo da vida, como o fim do inverno e o início da primavera, e a beleza que floresce e logo se desvanece. 

Significados Espirituais:

  • Efemeridade da Vida:

As flores de cerejeira florescem por um curto período, e sua beleza logo se desvanece, simbolizando a transitoriedade da vida e a importância de aproveitar cada momento. 

  • Renovação e Esperança:

A chegada da primavera e a florada das cerejeiras marcam o fim do inverno e o início de um novo ciclo, representando a renovação, a esperança de dias melhores e o florescimento de novas oportunidades. 

  • Beleza Transcendente:

A beleza da flor de cerejeira, com suas pétalas delicadas e seu aroma suave, é vista como uma manifestação da beleza que transcende o mundo físico e que nos lembra da importância de apreciar a beleza da natureza e da vida. 

  • Ligação com o Bushido:

A flor de cerejeira também está relacionada com o código de conduta dos samurais (Bushido), que valoriza a disciplina, a coragem e a aceitação da morte com dignidade, como a beleza efêmera da flor. 

  • Celebração do Hanami:

A flor de cerejeira é celebrada no festival Hanami, onde as pessoas se reúnem para admirar a beleza das flores, desfrutar da natureza e compartilhar momentos de alegria e reflexão. 

Além do Simbolismo:

A flor de cerejeira também é utilizada em diversas práticas espirituais, como meditação, reflexão e cerimônias, para nos lembrar da importância de viver o presente, apreciar a beleza da natureza e encontrar a paz interior. 


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Sistema Imunológico


A imunidade é a capacidade do organismo responder de forma adequada a alguma agressão externa. Quando o sistema imunitário está debilitado o organismo fica mais vulnerável e mais exposto a “invasores” externos como vírus, bactérias e fungos aumentando a predisposição para contrair doenças. Por isso, ter o sistema imunológico equilibrado é fundamental, não só para nós, mas também para os animais. Mas existem várioa fatores que influenciam a sua imunidade, como:

• Stress;

• Alimentação;

• Parasitas;

• Idade.


Aqui, algumas sugestões do Dr. Belmiro d’Arce

1-Beba água em abundância, mais de 2 litros por dia, mesmo sem sede;

2-Coma bons alimentos, comida de verdade, principalmente os vegetais, legumes, verduras e frutas;

3-As especiarias: açafrão, manjericão, alho, cebola… toda essa linha de especiarias é mais que alimento. É o verdadeiro medicamento.

4-Tome banho de sol, onde entra o sol, sai a doença. O sol é um grande elemento vitalizador. 15 minutos por dia entre 10h e 16h.

5-Passe mais tempo ao ar livre, ar puro. Faça exercícios físicos, mais atividades, mesmo estando em casa.

6-Descanse o corpo e a mente, durma cedo e acorde cedo, brinque, alegre-se, fuja do envenenamento mental, de notícias, que na verdade criam mais uma condição de tensão na sua mente do que contribuição para um bem estar.

Agora vamos ver quais são as coisas que prejudicam e que você deve evitar: o açúcar, os doces, as guloseimas, o excesso de amido, massas e tudo o que vai dar origem ao açúcar. O leite de vaca e derivados, os produtos industrializados. Porque todos esses que eu citei criam no corpo o ambiente propício para multiplicação dos vírus e além de que prejudicam a imunidade.

Então perceba que todas as ações citadas são ações simples, porém, capazes de rapidamente aumentar a imunidade e a probabilidade de que os resultados sejam de resistência, de cura e de vida, mesmo diante da contaminação pelo corona vírus. Assim, lave e limpe o que você quiser, como puder, mas não se esqueça que é sua IMUNIDADE que vai garantir sua VIDA.

Fonte: Farmácias Portuguesas e Dr. Belmiro d’Arce


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A Importância de Estudar


Aqui o assunto é a pandemia covid19, mas o fato é que explorar e estudar essas áreas de conhecimento colocam você em condições ao diálogo com quem quer que seja…sobre qualquer assunto e em qualquer situação e momento.


– Biologia: para entender como o vírus atua no corpo!!

– Matemática: para entender a curva de crescimento da contaminação!!

– Sociologia: para entender como os governantes deveriam atuar neste momento!!!

– Filosofia: para questionar se sua conduta está de acordo com o momento que estamos passando!!

– História: para ter noção de como o mundo foi afetado com outras pandemias que já ocorreram!!!

– Geografia: para entender a rota de contaminação do vírus e a cultura de cada país!!

– Língua Portuguesa: para saber interpretar o que é confinamento social e compreender e seguir as orientações corretas, para ajudar nossa sociedade neste momento difícil!

– Arte e Literatura: para se entreter durante o confinamento, utilizar a escrita e as artes como terapia para expressar e compreender seus próprios sentimentos diante do contexto histórico vivido e aproveitar para reconhecer o valor dos artistas e literatos!!!

– Educação Física: para entender o quão é importante a atividade física para a imunidade

– Química: para entender como as substâncias podem ajudar ou atrapalhar o tratamento!!!

– Física: para entender o funcionamento de um respirador mecânico!!

Inglês e línguas estrangeiras em geral: para entender o mundo globalizado.

– Use o confinamento para refletir sobre o importância do conhecimento.

VALORIZE A ESCOLA E OS PROFESSORES!


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